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Tierra Que Canto

José Mendes

Terra Que Canto

Chamamé

Pra amar a terra que canto não precisa que me mande
Eu nasci lá na fronteira, coração do meu Rio Grande
Sou esta voz bem crioula que nasceu sobre o aboio
Do opa-opa brasino que ali no mais é o arroio
Do opa-opa brasino que ali no mais é o arroio

Oh, moço cá da cidade a sua origem contesta
Não gosta de ver bombacha, chapéu quebrado na testa
Não importa o que lhe digam, ou que de mim achem graça
Sou guasca e orgulho tenho da origem da minha raça
Sou guasca e orgulho tenho da origem da minha raça

E tu chinoca morena das ancas bem retovadas
Das tranças bem renegridas, e olhar de corça assustada
Se chegue junto ao meu peito, venha sentir meu afago
Venha sentir como eu sinto, vibrar a alma do pago
Venha sentir como eu sinto, vibrar a alma do pago

Tierra Que Canto

Chamamé

Para amar la tierra que canto no necesito que me manden
Nací allá en la frontera, corazón de mi Río Grande
Soy esta voz bien criolla que nació sobre el lamento
Del opa-opa brasino que allí en realidad es el arroyo
Del opa-opa brasino que allí en realidad es el arroyo

Oh, muchacho de la ciudad que cuestiona su origen
No le gusta ver bombacha, sombrero torcido en la cabeza
No importa lo que te digan, o si se ríen de mí
Soy guasca y tengo orgullo de la raíz de mi raza
Soy guasca y tengo orgullo de la raíz de mi raza

Y tú, chica morena de caderas bien formadas
Con trenzas bien oscuras, y mirada de corza asustada
Acércate a mi pecho, ven a sentir mi cariño
Ven a sentir como yo siento, vibrar el alma del pago
Ven a sentir como yo siento, vibrar el alma del pago

Escrita por: Luiz Menezes