Chega de Saudade
Vai minha tristeza,
e diz a ela que sem ela não pode ser,
diz-lhe, numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso Mais sofrer.
Chega, de saudade
a realidade, É que sem ela não há paz,
não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca,
dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim...
Basta de añoranza
Vete mi tristeza,
y dile que sin ella no puedo estar,
dile, en una plegaria
que regrese, porque no puedo seguir sufriendo.
Basta de añoranza,
la realidad es que sin ella no hay paz,
no hay belleza,
es solo tristeza y melancolía
que no se va de mí, no se va de mí, no se va.
Pero si ella regresa, si ella regresa,
qué cosa hermosa, qué cosa loca,
pues hay menos pececitos nadando en el mar
que los besitos que le daré
en su boca,
dentro de mis brazos.
Los abrazos serán millones de abrazos,
apretados así, pegados así, callados así,
abrazos y besitos, y cariños sin fin,
para acabar con este asunto de que vivas sin mí.
Ya no quiero más este asunto de que estés lejos de mí...
Escrita por: Tom Jobim / Vinícius de Moraes