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Block of Me Alone

Joyce Moreno

Bloco do Eu Sozinho

No Bloco do eu sozinho
Sou faz tudo e não sou nada
Sou o samba e a folia de fantasia cansada
Sou o novo e o antigo
Sou o surdo e o entrudo
Visto farrapo e o veludo
Faço um breque, depois sigo
No bloco do eu sozinho
Sozinho sou cordão
Sou a esquina do caminho
Sou rei Momo e Damião
Sou o enredo da parada
Sou cachaça e sou tristeza
Pulando junto e sozinho
Faço da rua uma mesa
No bloco do eu sozinho
Sou São Jorge que passeia
Sou alguém que esquece a lua
em favor de uma candeia
Sozinho sou a cidade
Sou a multidão deserta
Pé na dança, mão aberta
Em busca da vida cheia
No bloco do eu sozinho
Sou a seda do estandarte
Sou a ginga da baiana
Sou a calça de zuarte
Sou quem briga e deixa disso
Sou Oropa e Aruanda
Sou alegria de Rosa
que nunca brinca em serviço
No bloco do eu sozinho
Sou a sorte e o azar
E o folião derradeiro
que abre os braços pra brincar
Sou passista e sou pandeiro
E nas pedras da calçada
Sou a lembrança mais fria
de um mundo sem madrugada
No bloco do eu sozinho
De toda e qualquer maneira
Na bateria calada
Nas cinzas de quarta feira
Nos confetes da calçada
Nas mãos vazias de Rosa
Sou alegria teimosa
Sambando pra não chorar

Block of Me Alone

In the block of me alone
I’m everything and I’m nothing
I’m the samba and the tired party fun
I’m the new and the old
I’m the drum and the revelry
I wear rags and velvet
I take a break, then I go on
In the block of me alone
Alone I’m the string
I’m the corner of the road
I’m King Momo and Damião
I’m the story of the parade
I’m booze and I’m sadness
Jumping together and alone
I make the street a table
In the block of me alone
I’m Saint George taking a stroll
I’m someone who forgets the moon
For the sake of a candle
Alone I’m the city
I’m the deserted crowd
Foot in the dance, hand open
In search of a full life
In the block of me alone
I’m the silk of the banner
I’m the sway of the baiana
I’m the pants of zuarte
I’m the one who fights and lets it go
I’m Oropa and Aruanda
I’m Rosa’s joy
Who never plays on the job
In the block of me alone
I’m luck and I’m bad luck
And the last reveler
Who opens their arms to play
I’m a dancer and I’m a tambourine
And on the stones of the sidewalk
I’m the coldest memory
Of a world without dawn
In the block of me alone
In every possible way
In the silent drumline
In the ashes of Wednesday
In the confetti on the sidewalk
In Rosa’s empty hands
I’m stubborn joy
Samba-ing so I don’t cry

Escrita por: Marcos Valle / Ruy Guerra