O dia está tão cinza, neblina lá fora
Me pego imaginando outra vez
Olhando para cima, eu chego a sangrar
Mas eu sigo pensando em você
Calado, carregando em mim
Um peso que ninguém no mundo nunca carregou
Sendo crucificado e, mesmo assim
Com brilho no olhar, dizendo com voz de amor
Perdoa o que fazem, Pai
É que eles estão cegos para enxergar quem sou
Então, perdoa o que fazem, Pai
Verão que após três dias o teu filho voltou
Me deixem morrer como um vilão
Mesmo sendo o herói
Me deixem sofrer como um ladrão
Minha carne se mói, mas foi tudo por amor
A coroa de espinhos, os furos nas mãos
Nada disso reduz o meu amor
E cada gota de sangue caída no chão
Traz a salvação para o pecador
E eu não vendo quase nada, tão fraco, visão embaçada
Ouvindo me xingarem e zombar de quem sou
Sei que a cruz é tão pesada, quanto dói cada açoitada
Mas só importa cumprir aquilo a quem me chamou
Não vim para condenar vocês, eu vim para salvar
Para transformar e para curar
Eu tomarei a chave do inferno e ressuscitarei
Ao céu subirei, mas irei voltar
Então, perdoa o que fazem, Pai
É que eles estão cegos para enxergar quem sou
Então, perdoa o que fazem, Pai
Verão que após três dias o teu filho voltou
Me deixem morrer como um vilão
Mesmo sendo o herói
Me deixem sofrer como um ladrão
Minha carne se mói, mas foi tudo por amor
Sei o quanto sangrei, mas saiba, foi por amor
A redenção consumi, o meu sangue te salvou
Mas foi tudo por amor
Mas foi tudo por amor