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O Mondongo

Juan Seren

El Mondongo

Los aplausos pa' l asador
Y unos cuantos más al gallego
Dos mitres en la propina
Se ven en términos buenos
Pero cuando la mufa se ríe
Paquetes rajando al bolsillo
Si hay cambio no largan el mango
Y guardan la dicha pa' darle a sus hijos

La noche entro fulera
Se hizo larga y no vio pa afuera
Que para gastarle bandeja
Al mozo que raro cuenta
Historias de barrios anclados
De trucos cerrados y cenicientas
No hay más que clavarse en tregua
Con platos servidos pa' mal clientela

Ojos chinos, pilcha berreta
Domador libre, nuevos atletas
Fiasco de artistas, dueños del morbo
Vende estampitas, viejas coquetas
Nuevos usuarios de lo podrido
Dos Adelaidas pa' mal camino

Berretinero, ¡linda familia!
Gatos con liebres, yengue valerio
Dos funcionarios servilleteros
Gringo estafado comprando cueros
Raros paisanos del bien prohibido
Con abogados pa' su destino

Y una vez más el podrido gallego
Va hacia una mesa y dice pa'l resto
Vayan tranquilos, cuenten su vuelto
Que el vino nada tenía de bueno

No sirvo a gusto, pa' malas gracias
Ni doy caricias pa' tantas ratas
En este agujero solo hay silencio
Y en el mondongo mugre y desprecio

O Mondongo

Os aplausos para o churrasqueiro
E mais alguns para o espanhol
Dois mitres na gorjeta
São vistos em bons termos
Mas quando a má sorte ri
Pacotes rasgando o bolso
Se houver troco, não soltam a grana
E guardam a felicidade para dar aos seus filhos

A noite entrou feia
Ficou longa e não viu para fora
Para gastar bandeja
Ao garçom que estranha a conta
Histórias de bairros ancorados
De truques fechados e Cinderelas
Não há mais do que se entregar em trégua
Com pratos servidos para má clientela

Olhos chineses, roupa barata
Domador livre, novos atletas
Fracasso de artistas, donos do morboso
Vendem estampas, velhas coquetes
Novos usuários do podre
Duas Adelaidas para o mau caminho

Berretinero, bela família!
Gatos por lebres, yengue valerio
Dois funcionários servindo guardanapos
Gringo enganado comprando couros
Estranhos compatriotas do bem proibido
Com advogados para o seu destino

E mais uma vez o espanhol podre
Vai até uma mesa e diz para o resto
Fiquem tranquilos, contem seu troco
Que o vinho não tinha nada de bom

Não sirvo com prazer, para más graças
Nem dou carícias para tantos ratos
Neste buraco só há silêncio
E no mondongo sujeira e desprezo

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