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Alma lavada

Juca Novaes e Edu Santana

Alma lavada

Vento balançando o algodão
Tempo lento meu coração
Ria
Ria
Me lembro bem
Água quente do chimarrão
Fumegando no caldeirão
Aquecendo esse meu peito aventureiro
Noite linda, constelação
Ventania, assombração
Dias
Dias imensos
Pelo pasto, na plantação
Cavalgando meu alazão
Companheiro nessa missão que descobri
Vai meu coração de tropeiro
Vai partindo a cada alvorada
Vai que o destino traçou nosso roteiro
E a longa estrada é nossa morada
Vai por esse chão brasileiro
Vai seguindo nova jornada
Vai que o destino traçou nosso roteiro
E a longa estrada é nossa morada
Vai por esse chão brasileiro
Vai seguindo nova jornada
Vai que o destino é bom timoneiro
E lá vai levando nossa boiada
Vai meu coração prisioneiro
Das estrelas, das cavalgadas
Vai que o destino é grande conselheiro
Pelas vigílias nas madrugadas
Vai meu coração missioneiro
Galopando nas invernadas
Corre que o destino é sempre feiticeiro
Nos protegendo das emboscadas
(Sei que não nos coube dinheiro
Só essa saudade danada
Seguem que o destino é um velho vaqueiro
Que nos deixou de alma lavada)

Alma lavada

Viento balanceando el algodón
Tiempo lento mi corazón
Reía
Reía
Recuerdo bien
Agua caliente del mate
Humeando en la caldera
Calentando este pecho aventurero
Noche hermosa, constelación
Vendaval, aparición
Días
Días inmensos
Por el pasto, en la plantación
Cabalgando mi alazán
Compañero en esta misión que descubrí
Va mi corazón de arriero
Va partiendo cada amanecer
Va que el destino trazó nuestro rumbo
Y el largo camino es nuestro hogar
Va por esta tierra brasileña
Va siguiendo nueva jornada
Va que el destino trazó nuestro rumbo
Y el largo camino es nuestro hogar
Va por esta tierra brasileña
Va siguiendo nueva jornada
Va que el destino es buen timonel
Y allá va llevando nuestra ganadería
Va mi corazón prisionero
De las estrellas, de las cabalgatas
Va que el destino es gran consejero
Por las vigilias en las madrugadas
Va mi corazón misionero
Galopando en los inviernos
Corre que el destino es siempre hechicero
Protegiéndonos de las emboscadas
(Sé que no nos tocó dinero
Sólo esta maldita nostalgia
Siguen que el destino es un viejo vaquero
Que nos dejó el alma lavada)

Escrita por: Juca Novaes, Rafael Alterio, Edu Santana