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Soy de la Biboca

Jucéli Borsoi e Grupo

Sou da Biboca

Tô chegando lá da biboca
Com o sprito meio de louco
Vim esquecer minha canseira
Serpentear numa vaneira

Num trancão de arrancar toco
Quero esquecer da vida braba dos arrosal
Dos alambrado e dos banhadal
Chegou com sede

A alma desse matuto pra dançar uma vaneira
Esse mês eu fiz de tudo um pouco
Porque da vida eu sou changueiro
Saí dos lavoural

Saltei pro lombo do bagual e fui pra lida de campeiro
O que não pode é faltar os pila na guaiaca
Pro bolicho e ouvir ronco de gaita
Não adianta meu parceiro, o que manda é a pataca

Gaiteira pode baixar a vaneira
Gaiteira pode baixar a vaneira
Que hoje eu tô com os pila
E vim dançar bem no estilo da fronteira

Gaiteira pode baixar a vaneira
Gaiteira pode baixar a vaneira
Que eu tô com sede de ouvir
Ronco de gaita candongueira

Soy de la Biboca

Estoy llegando desde la Biboca
Con el espíritu un poco loco
Vine a olvidar mi cansancio
Serpentear en una vaneira

En un tranco de arrancar toco
Quiero olvidar la vida brava de los arrozales
De los alambrados y de los banhadales
Llegué con sed

El alma de este campesino para bailar una vaneira
Este mes hice un poco de todo
Porque de la vida soy changüero
Salí de los campos

Salté al lomo del bagual y fui a trabajar de gauchito
Lo que no puede faltar son los billetes en la billetera
Para el boliche y escuchar el ronquido de la gaita
No sirve de nada, amigo, lo que importa es la plata

El acordeonista puede tocar la vaneira
El acordeonista puede tocar la vaneira
Porque hoy tengo los billetes
Y vine a bailar al estilo de la frontera

El acordeonista puede tocar la vaneira
El acordeonista puede tocar la vaneira
Porque tengo ganas de escuchar
El ronquido de la gaita candonguera

Escrita por: Ademar Garcia (Lila Garcia)