Conto
A tua pele encontra a minha pelo vento
Nossas historias espalhadas pelo tempo
Entre paredes ouço versos sussurrados
Não há coragem que me deixe interromper
Não sei seu nome mas suas palavras me chamam
Contam histórias de dias que a vida espantou
E a solidão toma conta do pensamento
Entre as escadas vejo as sombras do meu medo
Me diz quem tá aí
Porque eu sei que não posso mais fugir
Me diz quem é que eu sou
A cada passo perco algo que restou
Me deparando com a porta entreaberta
Curiosidade é tudo que me resta
Sinto vontade de ir ao teu encontro
Abrindo a porta não há nada além de um conto
Que porta histórias histórias abandonadas
Abro a carta que tem resposta de nada
Marcas de tintas feitas por lagrimas tortas
De alguém que escapou da rota
Me diz quem tá aí
Porque eu sei que não posso mais fugir
Me diz quem é que eu sou
A cada passo perco algo que restou
Me diz quem tá aí
Porque eu sei que não posso mais fugir
Me diz quem é que eu sou
A cada passo perco algo que restou
Cuento
Tu piel se encuentra con la mía por el viento
Nuestras historias esparcidas a través del tiempo
Entre paredes escucho versos susurrados
No hay valentía que me permita interrumpir
No sé tu nombre pero tus palabras me llaman
Cuentan historias de días que la vida espantó
Y la soledad se apodera del pensamiento
Entre las escaleras veo las sombras de mi miedo
Dime quién está ahí
Porque sé que ya no puedo huir
Dime quién soy
En cada paso pierdo algo que quedó
Enfrentándome a la puerta entreabierta
La curiosidad es todo lo que me queda
Siento ganas de ir a tu encuentro
Al abrir la puerta no hay nada más que un cuento
Que guarda historias, historias abandonadas
Abro la carta que tiene respuesta de nada
Marcas de tinta hechas por lágrimas torcidas
De alguien que escapó de la ruta
Dime quién está ahí
Porque sé que ya no puedo huir
Dime quién soy
En cada paso pierdo algo que quedó
Dime quién está ahí
Porque sé que ya no puedo huir
Dime quién soy
En cada paso pierdo algo que quedó
Escrita por: Julia Sicone