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Frivião

Juliana Linhares

Frivião

Eu conheci uma pessoa nefasta
Venenosa até dizer basta
Cascavel de pele que não desgasta
Quem chega perto sente o cheiro e se afasta

O pensamento dessa pessoa nefasta
Como um gás laranja se alastra
Não faz sentido, cruel e feio, mas tá
Fazendo o tiro explodir pela culatra

Diz que é do povo, essa pessoa nefasta
E cheia de nojo mente mais a canastra
Nada de novo, em filme Disney madrasta
E se eu desaprovo, pedrada de entusiasta

Vem me atacar
Que quando eu canto milhões se juntam pra cantar
Vem se assumir
Que eu canto de peito aberto, que é certo, esse mal vai sumir

Vem me abraçar, vem se amar, sacudir, vem dançar
Vem falar, se esfregar, se perder, libertar

Em toda forma de amor há motivo pra gente lutar

O coração na canção grita que assim não dá não
Tradição, mutação vida e evolução

O frivião que não deixa se aquietar

Frivião

Conocí a una persona nefasta
Veneno hasta decir basta
Cascabel de piel que no se desgasta
Quien se acerca siente el olor y se aleja

El pensamiento de esta persona nefasta
Como un gas naranja se expande
No tiene sentido, cruel y feo, pero está
Haciendo que la bala explote en su contra

Dice que es del pueblo, esta persona nefasta
Y llena de asco miente más que un tramposo
Nada nuevo, como en una película de Disney, madrastra
Y si desapruebo, piedras de entusiasta

Viene a atacarme
Que cuando canto, millones se unen para cantar
Ven a asumirte
Que canto con el corazón abierto, es seguro, este mal desaparecerá

Ven a abrazarme, ven a amarte, sacudirte, ven a bailar
Ven a hablar, frotarte, perderte, liberarte

En toda forma de amor hay razones para luchar

El corazón en la canción grita que así no va
Tradición, mutación, vida y evolución

El frivião que no deja de inquietar

Escrita por: Juliana Linhares / Rafael Barbosa