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Bolero

Juliano Guerra

Bolero

Não me queira em paz
Só me deixe a sós com meu cigarro
Calado
Não me olhes mais
Com este teu olhar de desagravo
De lado

Não diga que não
Não jure que vem
Não peça um tostão
Não pague um vintém

Esse bolero é pra te ver calada
Agora

Não se jogue fora
Do último andar, não mande cartas
Sentidas
Não se arrependa, nem peça desculpas
Extremadas
Doídas

Não diga que não
Não jure que vem
Não peça um tostão
Não pague um vintém

Esse bolero é pra te ver calada
Agora

Não me queira mal, me queira assim
Como se eu fosse um santo
Não me queira mal, me queira assim
Como se eu fosse um outro

Bolero

No me quieras en paz
Solo déjame a solas con mi cigarro
En silencio
No me mires más
Con esa mirada de desagravio
De lado

No digas que no
No jures que vienes
No pidas un centavo
No pagues un céntimo

Este bolero es para verte callada
Ahora

No te tires abajo
Del último piso, no envíes cartas
Sentimentales
No te arrepientas, ni pidas disculpas
Exageradas
Dolidas

No digas que no
No jures que vienes
No pidas un centavo
No pagues un céntimo

Este bolero es para verte callada
Ahora

No me quieras mal, quiéreme así
Como si fuera un santo
No me quieras mal, quiéreme así
Como si fuera otro

Escrita por: Juliano Guerra