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En estas aguas de este río

Julio Saldanha

Nessas Águas Desse Rio

Nessas águas desse rio
Afundei minhas lembranças
Mas nasceram tantos sonhos
Em cardumes de esperança
Nos alagues das barrancas
Moram mistérios profundos
E eu já sei que não desvendo
Todos os mistérios do mundo

Ao contemplar essas águas
Esqueço as dores e mágoas
E acalma meu coração
Se a água segue tranquila
Porque a pressa me aniquila
Bato asas igual gavião

Nessas águas desse rio atiro a linha e o anzol
Penso no olhar da prendinha igual ao raio de Sol
O pensamento desperta a linha está beliscando
Assim levo minha vida sempre tenteando, tenteando
Ao contemplar essas águas
Esqueço as dores e mágoas
E acalma meu coração
Se a água segue tranquila
Porque a pressa me aniquila
Bato asas igual gavião

Vejam só quanta grandeza nessas águas desse rio!
Vai o tempo nas cachoeiras vai à vida em rodopio
Por certo sou este rio que passa e não volta mais
Dois viajantes solitários, dois destinos tão iguais
Ao contemplar essas águas
Esqueço as dores e mágoas
E acalma meu coração
Se a água segue tranquila
Porque a pressa me aniquila
Bato asas igual gavião

En estas aguas de este río

En estas aguas de este río
Hundí mis recuerdos
Pero nacieron tantos sueños
En cardúmenes de esperanza
En los aluviones de las barrancas
Residen misterios profundos
Y ya sé que no descifro
Todos los misterios del mundo

Al contemplar estas aguas
Olvido los dolores y penas
Y calma mi corazón
Si el agua sigue tranquila
Porque la prisa me aniquila
Bato alas como gavilán

En estas aguas de este río arrojo la línea y el anzuelo
Pienso en la mirada de la niña igual al rayo de Sol
El pensamiento despierta la línea está picando
Así llevo mi vida siempre intentando, intentando
Al contemplar estas aguas
Olvido los dolores y penas
Y calma mi corazón
Si el agua sigue tranquila
Porque la prisa me aniquila
Bato alas como gavilán

¡Vean cuánta grandeza en estas aguas de este río!
Va el tiempo en las cascadas va la vida en remolino
Seguramente soy este río que pasa y no vuelve más
Dos viajeros solitarios, dos destinos tan iguales
Al contemplar estas aguas
Olvido los dolores y penas
Y calma mi corazón
Si el agua sigue tranquila
Porque la prisa me aniquila
Bato alas como gavilán

Escrita por: Salvador Lamberty.