Etc, Etc, Etc
Perversidade!
Deixaram-me sem chão, sem razão e sem cidadania
Sou divindade!
Respeitem meu olhar divino e minha sensação
Andei rastejando o pó
Por séculos, sem coração
E os sãos querem que eu viva só
Pois sou a escuridão
Já fui verdade!
Fui sagrado, imortalizado, já fui genial
A humanidade
Me via como sábio de outra dimensão
E hoje o que é que eu sou?
Um pária sem tino algum
Não sou dono de mim, não sou
No hospício eu só sou mais um
Só Deus sabe quem eu sou
Quem tem o saber maior
Contando pedrinhas eu vou
Etc, etc e tal
Etc, Etc, Etc
Perversidad!
Me dejaron sin suelo, sin razón y sin ciudadanía
Soy divinidad!
Respeten mi mirada divina y mi sensación
He arrastrado el polvo
Por siglos, sin corazón
Y los cuerdos quieren que viva solo
Pues soy la oscuridad
Ya fui verdad!
Fui sagrado, inmortalizado, ya fui genial
La humanidad
Me veía como sabio de otra dimensión
Y hoy ¿qué soy?
Un paria sin rumbo alguno
No soy dueño de mí, no soy
En el manicomio solo soy uno más
Solo Dios sabe quién soy
Quien tiene el saber mayor
Contando piedritas voy
Etc, etc y así
Escrita por: Júnior Cordeiro