Canção IV
Porque te amo
Deverias ao menos te deter
Um instante
Como as pessoas fazem
Quando vêem a petúnia
Ou a chuva de granizo.
Porque te amo
Deveria a teus olhos parecer
Uma outra Ariana
Não essa que te louva
A cada verso
Mas outra
Reverso de sua própria placidez
Escudo e crueldade a cada gesto.
Porque te amo, Dionísio,
é que me faço assim tão simultânea
Madura, adolescente
E porisso talvez
Te aborreças de mim.
Canción IV
Porque te amo
Deberías al menos detenerte
Un instante
Como la gente hace
Cuando ven la petunia
O la lluvia de granizo.
Porque te amo
Deberían tus ojos parecer
Otra Ariana
No esa que te alaba
En cada verso
Sino otra
Reverso de su propia tranquilidad
Escudo y crueldad en cada gesto.
Porque te amo, Dionisio,
es que me vuelvo así de simultánea
Madura, adolescente
Y por eso tal vez
Te aburras de mí.
Escrita por: Hilda Hilst / Zeca Baleiro