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Lamento de un Vaquero

Kara Véia

Lamento de Um Vaqueiro

Já sofri também chorei
Quando sozinho fiquei
Perdi quem eu tanto amei
Não encontrei outra igual
Mergulhado na tristeza
Viajei na incerteza
Encontrei minha princesa
Perdida na capital
Quando ela percebeu
Que realmente era eu
A consciência doeu
E veio correndo me abraçar

Seu corpo todo suando
As suas mãos tremulando
E ela me abraçando
Já começou a chorar
Eu disse minha princesa
Tá vendo tanta beleza
Eu te falo com franqueza
Tudo isso e ilusão
Esta vendo aquelas crianças
Brincando pelas calçadas
São crianças abandonadas
E os pais estão na prisão
Esta vendo aquela menina
Encostada na esquina
Você nunca imagina
Qual e a sua profissão
Saiu das casas dos pais
Agora não volta mais
Se vende por dez reais
Pra pagar sua pensão

Se você quiser voltar pro nosso velho lugar
Eu posso te perdoar sem magoas no coração
Minhas mãos são calejadas do cabo de uma enxada
Mas tenho uma vida honrada feito qualquer cidadão

Se você quiser voltar pro nosso velho lugar
Eu posso te perdoar sem magoas no coração
Minhas mãos são calejadas do cabo de uma enxada
Mas tenho uma vida honrada feito qualquer cidadão

Se você quiser voltar pro nosso velho lugar
Eu posso te perdoar sem magoas no coração
Minhas mãos são calejadas do cabo de uma enxada
Mas tenho uma vida honrada feito qualquer cidadão

Lamento de un Vaquero

Ya sufrí, también lloré
Cuando solo me quedé
Perdí a quien tanto amé
No encontré otra igual
Sumido en la tristeza
Navegué en la incertidumbre
Encontré a mi princesa
Perdida en la capital
Cuando ella se dio cuenta
Que realmente era yo
La conciencia dolió
Y vino corriendo a abrazarme

Su cuerpo todo sudando
Sus manos temblando
Y ella abrazándome
Ya empezó a llorar
Le dije, mi princesa
¿Ves tanta belleza?
Te hablo con franqueza
Todo esto es ilusión
¿Ves a esos niños
Jugando en las aceras?
Son niños abandonados
Y los padres están en prisión
¿Ves a esa niña
Apoyada en la esquina?
Nunca imaginas
Cuál es su profesión
Salió de casa de sus padres
Ahora no vuelve más
Se vende por diez pesos
Para pagar su pensión

Si quieres volver a nuestro viejo lugar
Te puedo perdonar sin rencor en el corazón
Mis manos están callosas del mango de una azada
Pero tengo una vida honrada como cualquier ciudadano

Si quieres volver a nuestro viejo lugar
Te puedo perdonar sin rencor en el corazón
Mis manos están callosas del mango de una azada
Pero tengo una vida honrada como cualquier ciudadano

Si quieres volver a nuestro viejo lugar
Te puedo perdonar sin rencor en el corazón
Mis manos están callosas del mango de una azada
Pero tengo una vida honrada como cualquier ciudadano

Escrita por: Edlucia Azevedo Falcão de Almeida / Maria Zélia Ferreira Cavalcante