FÊNIX
O meu ódio não dura mais do que só quinze minutos
Em breve morre, decompõe-se, não sobram nem os mosquitos
Nada some, se transforma então estamos todos quites
E logo nasce um novo eu e já estou pronto para recomeçar
O meu amor é um bicho para lá de muito esquisito
Perdoa tudo por ser sábio ou ser muito esquecido
Não julga nada e acha até o que eu não gosto bonito
E sempre estende a mão, sorri para mim e me manda recomeçar
O meu tempo não me obedece, então às vezes eu corro
Eu pego o bonde, eu perco o timing e até grito socorro
Mas só existe uma hora certa, e nessa hora eu morro
Porque então é o momento de tudo que já foi eu recomeçar
A minha imagem refletida é um tanto ingrata
Se por dentro eu evoluo, por fora eu sou primata
Se eu digo pare aí, ela sempre desacata
Mas mesmo assim é sempre bom a gente recomeçar
FÉNIX
Mi odio no dura más de quince minutos
Pronto muere, se descompone, ni los mosquitos quedan
Nada desaparece, se transforma y estamos a mano
Y pronto nace un nuevo yo y estoy listo para empezar de nuevo
Mi amor es un bicho bastante extraño
Perdona todo por ser sabio o muy olvidadizo
No juzga nada y hasta encuentra bonito lo que no me gusta
Siempre extiende la mano, me sonríe y me dice que empiece de nuevo
Mi tiempo no me obedece, a veces corro
Tomando el tren, perdiendo el ritmo y gritando auxilio
Pero solo hay una hora exacta, y en esa hora muero
Porque entonces es el momento de empezar de nuevo
Mi imagen reflejada es un tanto ingrata
Si por dentro evoluciono, por fuera soy primate
Si digo para ahí, siempre desobedece
Pero aún así, siempre es bueno empezar de nuevo
Escrita por: T. Greguol