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Estroboscópica

Kátia Freitas

Estroboscópica

Se você for esperar o dia
Em que eu me tornar perfeito
Direito demais
Como você pensa que não quero ser
Pode mudar de vaidade
Que só o amor não é verdade
Neste mundo...

Meu bem
Cuide dessa indecisão
Ela gira nosso amor pra trás
Como as rodas das carruagens
Na tela do cinema

Veja bem
Esse ar fluorescente
Pára corpo, pára dengo, paranóia
Paralaxe
É devaneio...

E eu não consigo mais
Segurar esses monstrinhos
Do meu zôo colonial
Você precisa acostumar
Eles não mordem
Mas lhe querem nua, toda rua, toda lua
Sem ficção, sem script, afinal

Esse cheiro que é só seu
É meu
Esse brilho dos seus olhos
Também, meu bem
Reluz, seduz, ano-luz
Zune no espaço sideral

Estroboscópica

Si vas a esperar el día
En que me vuelva perfecto
Demasiado derecho
Como piensas que no quiero ser
Puedes cambiar de vanidad
Que solo el amor no es verdad
En este mundo...

Mi amor
Cuida esta indecisión
Gira nuestro amor hacia atrás
Como las ruedas de las carrozas
En la pantalla del cine

Mira bien
Este aire fluorescente
Detiene el cuerpo, detiene el cariño, paranoia
Paralaje
Es ensueño...

Y ya no puedo más
Sostener a estos monstruos
De mi zoológico colonial
Debes acostumbrarte
No muerden
Pero te quieren desnuda, toda calle, toda luna
Sin ficción, sin guion, al final

Este olor que es solo tuyo
Es mío
Este brillo de tus ojos
También, mi amor
Brilla, seduce, a años luz
Zumba en el espacio sideral

Escrita por: Cristiano Pinho / Flávio Paiva / Kátia Freitas