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Anuviou

Katinguelê

Anuviou

Quando se deu o teu céu
Anuviou
Minha estrela lá no céu meu barquinho de papel
O teu nego o mar tragou
Na caçamba pôs o fel amargando todo mel
Não valeu nosso Senhor

Dessa corte fui o réu que o destino condenou
Pode dar, pode dar sede pode até me definhar
Mas segura essa desfeita permaneço no lugar
Ta doendo pra chorar (Chorar)

As vezes me desconcerto mas não vou me sujeitar
Que essa nega vadia tão fria um dia podia ser minha
Com ar de bobinha, cara de santinha

Invadiu o barraco e ganhou Sansão
O herói de esperto pagou de boneco ficou inquieto
Ao levar Dalila pra baixo do teto
Não pensava em levar chifre de comissão

Ta doendo pra chorar (Chorar)
As vezes me desconcerto mas não vou me sujeitar
Ta doendo pra chorar (Chorar)
As vezes me desconcerto mas não vou me sujeitar

Que essa nega certinha do Hall ao banheiro da sala à cozinha
Ela sempre trazia tudo arrumadinho
E pro quarto me vinha cheirando alazão
Mas foi diferente a nega atacava de sabão de coco
A nega rodava bolsinha na praça do Toco

E sempre me vinha um novo palavrão
Ta doendo pra chorar (Chorar)
As vezes me desconcerto mas não vou me sujeitar
Ta doendo pra chorar (Chorar)
As vezes me desconcerto mas não vou me sujeitar

Anuviou

Cuando tu cielo se nubló
Anuviou
Mi estrella en el cielo, mi barquito de papel
El mar se tragó
En la cesta puso el veneno, amargando toda la miel
No valió, nuestro Señor

En esta corte fui el acusado que el destino condenó
Puede dar sed, puede incluso hacerme desvanecer
Pero aguanta esta afrenta, permanezco en mi lugar
Duele llorar (Llorar)

A veces me desconcierto pero no me voy a someter
Que esta mujer tan fría un día podría ser mía
Con cara de tonta, cara de santurrona

Invadió el barraco y ganó a Sansón
El héroe astuto pagó de tonto, se quedó inquieto
Al llevar a Dalila bajo el techo
No pensaba en llevar cuernos de comisión

Duele llorar (Llorar)
A veces me desconcierto pero no me voy a someter
Duele llorar (Llorar)
A veces me desconcierto pero no me voy a someter

Que esta mujer correcta, del pasillo al baño, de la sala a la cocina
Siempre lo traía todo ordenadito
Y al cuarto venía oliendo a caballo
Pero fue diferente, la mujer atacaba con jabón de coco
La mujer daba vueltas con su bolsita en la plaza del Toco

Y siempre me llegaba un nuevo insulto
Duele llorar (Llorar)
A veces me desconcierto pero no me voy a someter
Duele llorar (Llorar)
A veces me desconcierto pero no me voy a someter

Escrita por: Alex Drumond / Claudinho De Oliveira