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Porteira Da Saudade

Kiko di Faria

Ao chegar, encontrei a velha porteira
Feita em pedaços, ali caída ao chão
Foi inevitável, ver nela, tanta saudade
Velhos pedaços, da minha recordação

Essas lembranças, molharam meu rosto triste
E inflamaram, em mim, velhas emoções
Pois recordei, os meus dias de juventude
Com minha amada, nas quebradas, dos sertões

Hoje sozinho, a caminhar, por essa estrada
Que deveria me levar ao meu lugar
Me perco todo, pelas estradas, das lembranças
E os meus olhos, já não param, de chorar

Tanto amor, jurei a ela a vida inteira
Mas de repente, tudo então, se transformou
Passaram-se, mais rápido, do que o esperado
Os belos anos, em que vicejou, o nosso amor

Chegou de pressa, então, o tempo da partida
E assim, partido, ficou o meu coração
E assim sozinho, fui deixado, nessa estrada
Feito em pedaços, como o velho, porteirão!

Velha porteira, feita de ipê amarelo
Quantas lembranças, guardo vivas, de você!
Desde a infância, os meus, momentos mais belos
Passam por ti, ao longo desse, meu viver

Hoje em pedaços, machucado de saudade
Na longa estrada, triste, desse meu viver
Em muitos momentos, ouço a sua batida
Quando eu passava, apressado por você
Apaixonado, cheio de vida eu corria, indo ao encontro, dela que é meu bem-querer
Hoje o mundo, para além, de seus morões
Está mais longe, do que eu consigo ver

Hoje em pedaços, machucado de saudade
Na longa estrada, triste, desse meu viver
Em muitos momentos, ouço a sua batida
Quando eu passava, apressado por você
Apaixonado, cheio de vida eu corria, indo ao encontro, dela que é meu bem-querer
Hoje o mundo, para além, de seus morões
Está mais longe, do que eu consigo
Ver

Escrita por: Kiko di Faria