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FANTOCHE

Kleber Ferreira

Para iludir minha solidão, fiz de tudo
Mas dentro de mim, eu não me iludo
Pois quem me vê sem você, logo nota
No semblante triste que carrego
Uma tristeza visível, até a um cego
Duma dor cruel que minh'alma suporta!

A passagem do tempo me assombra
E lembranças suas vêm como sombra
Me aflige o peito sem piedade
Eu me pergunto: Por quanto tempo?
Já é duradouro, não um passatempo
Quando vai me religar à realidade?

Vivo como fantoche, como um boneco
Espero ouvir da sua voz, ao menos o eco
Para harmonizar o som desta dor
Vem me aquecer nas noites de frio
Da solidão, que me causa arrepio
E eu sinta, de novo o teu calor!

Ainda me surpreendo com sua ausência
Será que sofro de demência?
Ou quem sabe outra condição?
Em uma vida só, tenho experiência
E neste peito, a sua carência
Noite e dia implora por seu perdão

Me deparo com minha sina
Meu destino, apenas neblina
Sem previsão alguma de conforto
Preciso agora me conformar
Você não vai mais voltar
Perdi meu farol, perdi meu porto

Vivo como fantoche, como um boneco
Espero ouvir da sua voz, ao menos o eco
Para harmonizar o som desta dor
Vem me aquecer nas noites de frio
Da solidão, que me causa Arrepio
E eu sinta, de novo o teu calor!

Vivo como fantoche, como um boneco
Espero ouvir da sua voz, ao menos o eco
Para harmonizar o som desta dor
Vem me aquecer nas noites de frio
Da solidão, que me causa Arrepio
E eu sinta, de novo o teu calor!

Vem me aquecer
Eu preciso de você

Escrita por: Kleber Ferreira