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MANHÃ GOIANA

Kleber Ferreira

Na quietude da manhã goiana
O Sol vem beijar o chão
E pinta de laranja e rosa
No cerrado, a solidão
Casa de pau a pique
Cheiro bom de café no ar
Mas falta o brilho nos olhos
Que o amor quis me levar
A brisa balança a grama
O canto do pássaro a embalar

Mesa farta, pão de queijo, bolo de fubá, doçura
Fruta fresca do cerrado, mas no peito, a amargura
Por um amor que foi embora, lá pra longe, sem voltar
E no silêncio da fazenda, a saudade a me apertar

Jovens éramos, eu e ela, paixão queimava no olhar
Mas a cidade grande, fez a moça me deixar
Lembro dos seus passos lentos
Que se foram sem olhar
E o meu canto agora chora
No terreiro a te esperar
Mesmo assim eu sigo em frente
Com a força do meu lugar

Mesa farta, pão de queijo, bolo de fubá, doçura
Fruta fresca do cerrado, mas no peito, a amargura
Um amor que foi embora, lá pra longe, sem voltar
No silêncio da fazenda, a saudade a me apertar

Lembro dos seus passos lentos
Que se foram sem olhar
E o meu canto agora chora
No terreiro a te esperar
Mesmo assim eu sigo em frente
Com a força do meu lugar

Mesa farta, pão de queijo, bolo de fubá, doçura
Fruta fresca do cerrado, mas no peito, a amargura
Um amor que foi embora, lá pra longe, sem voltar
No silêncio da fazenda, a saudade a me apertar

No olhar pra esse horizonte, a promessa de lutar
Pelo que essa terra me deu, e pelo amor que aprendi a amar

Escrita por: Kleber Ferreira