Invasão.
Me perdi no
Breu da mata
Sobre a chuva e o
Frio da vida
Eis que me surge
Uma caverna
Escura e funda
Logo a frente
A minha espera
Me acolhendo
E me iludindo
Me aquecendo
Seduzindo
Com meus pincéis
Quis pintar suas
Paredes com as
Minhas histórias
Tuas estalactites
Eram teus dentes
E quanto mais eu
Te pintava, mais
A sua boca descia
Antes de me engolir
Ecoou seu gozo
Para o universo
Inteiro
Me inunda
Me alaga
Me abraça
Faz pirraça
Me expele
E me cobra
Para que eu suba
Suas montanhas
Que eu conheça
Suas entranhas
O cume das ideias
Me aguarda
E de lá poderei
Conhecer tuas extensões
E assim poder
Voltar à tua caverna
Quando quiser
Esse tal chamado
Coração, que não
Se deixa invadir
Esse tal chamado coração
Que não se deixa invadir (4x)
Invasión
Me perdí
En la oscuridad del
Bosque
Sobre la lluvia y el
Frío de la vida
De repente aparece
Una cueva
Oscura y profunda
Justo enfrente
A la espera
Acogiéndome
Y engañándome
Calentándome
Seduciéndome
Con mis pinceles
Quise pintar sus
Paredes con mis
Historias
Tus estalactitas
Eran tus dientes
Y mientras más
Te pintaba, más
Tu boca descendía
Antes de tragarme
Resonó tu placer
Para todo el
Universo
Me inunda
Me desborda
Me abraza
Hace berrinche
Me expulsa
Y me reclama
Para que suba
Tus montañas
Que conozca
Tus entrañas
La cima de las ideas
Me espera
Y desde allí podré
Conocer tus extensiones
Y así poder
Volver a tu cueva
Cuando quiera
Ese llamado
Corazón, que no
Se deja invadir
Ese llamado corazón
Que no se deja invadir (4x)
Escrita por: Davi Benseman