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As Coisas do Querer

La Terremoto de Alcorcón

Las Cosas Del Querer

Bienvenida Amargura
Mucha grasias vida mia
Si tú quires un vestío
Yo estoy cosiendo to er día.
Es que no tengo dinero
Nicolau ni dos reales
Lo que tengo es este cuerpo
Con dos grades capitales
Vargamé la soleá
Si somos uno del otro
No nos pueden separar.

Son las cosas de la vida
Son las cosas del querer
No tienen fin ni principio
Ni tié cómo ni por qué
Yo soy alta tú bajito
Tú eres rubia yo tostao
Soy de la Parma del Condao
Y yo del Secal de la Real
Que no tinen na que ver
Ni el color ni la estatura
Con las cosas del querer.

Nicolau si tú quisieras
Nos montamos un apaño

Anda niña tú qué dices!
Yo soy rara de hace años
Ay qué pena Nicolau!
Con lo guapo que has salío
Rosario cambia de tema
Que a mi me va a da un vaío.
Me hace farta un revolcón
Auque cómo si delante tengo un peazo maricón.

Son las cosas de la vida
Son las cosas del querer
No tienen fin ni principio
Ni tié cómo ni por qué.
Yo soy alta tú bajito
Tú eres rubia yo tostao
Soy de la Parma del Condao
Y yo del Secal de la Real.
Que no tiene na que ver
Ni el color ni la estatura
Con las cosas del querer
Con las cosas del querer
Con las cosas.... del querer.

As Coisas do Querer

Bem-vinda Amargura
Muito obrigado, minha vida
Se você quer um vestido
Eu tô costurando todo dia.
É que não tenho grana
Nicolau, nem dois reais
O que eu tenho é esse corpo
Com dois grandes capitais.
Vargamé a solidão
Se somos um do outro
Não podem nos separar.

São as coisas da vida
São as coisas do querer
Não têm fim nem começo
Nem sei como nem por quê
Eu sou alta, você baixinho
Você é loira, eu moreno
Sou da Parma do Condado
E eu do Secal da Real
Que não tem nada a ver
Nem a cor nem a altura
Com as coisas do querer.

Nicolau, se você quisesse
A gente arruma um esquema

Vai, menina, o que você diz!
Eu sou estranha há anos
Ai, que pena, Nicolau!
Com o gato que você é
Rosário, muda de assunto
Que eu vou ficar tonta.
Tô precisando de um reboliço
Mas como se na frente tem um baita viado.

São as coisas da vida
São as coisas do querer
Não têm fim nem começo
Nem sei como nem por quê.
Eu sou alta, você baixinho
Você é loira, eu moreno
Sou da Parma do Condado
E eu do Secal da Real.
Que não tem nada a ver
Nem a cor nem a altura
Com as coisas do querer
Com as coisas do querer
Com as coisas... do querer.

Escrita por: La Terremoto de Alcorcón