Rio-Bahia (Esteira Ruiva)
É caminhão, Rio-Bahia é caminhão
É pau-de-arara, céu azul de avião
Gente em pedaço fugindo do lugar
Do sol aceso sem nuvem pra esfriar
Rio-Bahia, Nordeste inteiro no corpo
Sem alegoria é pó, suor de um povo
Doce, beleza, sabor de esperança
Manhã valente com fulgor, cabelo e trança
É cor de lua, estrela radiante, céu
Dor crua e nua, dedo sem anel
Estrada musa, projeção do meu olhar
Esteira ruiva onde o sol se espreguiçar
Sangueira braba, mares de léguas minhas
Destino côncavo, cetim, telim de Minas
Quem faz Sertão com o Sul se esposar
Artéria velha, rainha do estradar
Río-Bahía (Esteira Roja)
Es camión, Río-Bahía es camión
Es camión de carga, cielo azul de avión
Gente en pedazos huyendo del lugar
Del sol encendido sin nubes para enfriar
Río-Bahía, todo el Noreste en el cuerpo
Sin adornos, es polvo, sudor de un pueblo
Dulce, belleza, sabor de esperanza
Mañana valiente con fulgor, cabello y trenza
Es color de luna, estrella radiante, cielo
Dolor crudo y desnudo, dedo sin anillo
Carretera musa, proyección de mi mirada
Esteira roja donde el sol se estira
Sangre brava, mares de leguas mías
Destino cóncavo, seda, terciopelo de Minas
Quien hace que el Sertão se case con el Sur
Arteria antigua, reina del camino
Escrita por: Emiliano / Lailton Araújo