A.b.surdo
Nasci na Praia do Vizinho oitenta e seis
Vai fazer um mês (Vai fazer um mês)
A minha tia me emprestou cinco mil-réis
Pra comprar pastéis (Pra comprar pastéis)
É futurismo, menina, É futurismo, menina
Pois não é marcha, nem aqui nem lá na China
É futurismo, menina, É futurismo, menina
Pois não é marcha, nem aqui nem lá na China
Depois mudei-me para a Praia do Caju
Para descansar (Para descansar)
No cemitério toda gente pra viver
Tem que falecer (Tem que falecer)
É futurismo, menina, É futurismo, menina
Pois não é marcha, nem aqui nem lá na China
É futurismo, menina, É futurismo, menina
Pois não é marcha, nem aqui nem lá na China
Seu Dromedário é um poeta de juízo
É uma coisa louca (É uma coisa louca)
Pois só faz versos quando a lua vem saindo
Lá do céu da boca (Lá do céu da boca)
É futurismo, menina, É futurismo, menina
Pois não é marcha, nem aqui nem lá na China
É futurismo, menina, É futurismo, menina
Pois não é marcha, nem aqui nem lá na China
A.b.surdo
Nací en la Playa del Vecino en el ochenta y seis
Va a hacer un mes (Va a hacer un mes)
Mi tía me prestó cinco mil reales
Para comprar pasteles (Para comprar pasteles)
Es futurismo, chica, Es futurismo, chica
Pues no es marcha, ni aquí ni allá en China
Es futurismo, chica, Es futurismo, chica
Pues no es marcha, ni aquí ni allá en China
Después me mudé a la Playa del Caju
Para descansar (Para descansar)
En el cementerio todo el mundo para vivir
Tiene que fallecer (Tiene que fallecer)
Es futurismo, chica, Es futurismo, chica
Pues no es marcha, ni aquí ni allá en China
Es futurismo, chica, Es futurismo, chica
Pues no es marcha, ni aquí ni allá en China
Su Dromedario es un poeta sensato
Es una locura (Es una locura)
Pues solo hace versos cuando la luna está saliendo
Desde el cielo de la boca (Desde el cielo de la boca)
Es futurismo, chica, Es futurismo, chica
Pues no es marcha, ni aquí ni allá en China
Es futurismo, chica, Es futurismo, chica
Pues no es marcha, ni aquí ni allá en China
Escrita por: Lamartine Babo / Noel Rosa