Cerros e coxilhas
O vento, o silêncio
Um lugar pra renascer
Nada se esconde
Deus tudo responde
Nas cores do entardecer
Eu e o céu já fomos um
Do espinilho fui a flor
Quero voltar pro meu chão
Desaprender a desejar
Pra ser potro a galopar
Nas planícies da imensidão
Sentir nas minhas veias os rios
Estradas antigas nas linhas das mãos
Ouvir as Taperas cantando pra mim
Milongas de amor
Tenho um deserto no peito, o pampa em mim
Tenho um deserto no peito, o pampa em mim
E quando eu me for, vou levar
O horizonte aberto no brilho do olhar
Meu pala de estrelas se à noite esfriar
Cruzeiro do sul
Tenho um deserto no peito, o pampa em mim
Tenho um deserto no peito, o pampa em mim