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Ventre

Lazure

Ventre

Ando mesmo sem um chão
Caminho até ver um clarão

E um ventre me escorreu
Saí com tudo e nem doeu
Mas eu chorei
Pra que voltei?
Quem me desceu?

Tudo que é velho se esqueceu
Um todo novo então nasceu
Mandou matar
Só pra soltar
Um novo eu

Subir pra cair
Chorar só pra rir
Girando sem nunca
Esquecer pra se lembrar
Brigar pra perdoar
Girando sem nunca
Esquentei pra esfriar
Te amei pra te odiar
Girando sem nunca acabar

Ventre

Ando sin un suelo
Camino hasta ver un destello

Y un vientre se derramó
Salí con todo y ni dolió
Pero lloré
¿Por qué regresé?
¿Quién me bajó?

Todo lo viejo se olvidó
Un todo nuevo entonces nació
Mandó matar
Solo para soltar
Un nuevo yo

Subir para caer
Llorar solo para reír
Girando sin nunca
Olvidar para recordar
Pelear para perdonar
Girando sin nunca
Calenté para enfriar
Te amé para odiarte
Girando sin nunca acabar

Escrita por: Henrique Cavalete Caprara / Rafael Dias Neres / Rafael Gomes Cardim Bertozzi