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Nanananada

Leandro Valle

Nanananada

Pra que vou reclamar, se já não me dói nada
Eu pulei o carnaval bem longe numa estrada

Caminhante ou navegador, eu sou o erro ao contrário
Não tenho pinta de salvador, e nunca fui nenhum otário

Porque eu sei o que é resistir, ter fome e comer o nada
Ir à praia pra poder dormir, gargalhar nu pela madrugada

Eu quero é me divertir, me afogar nos teus abraços
Correr de costas até cair, e me enroscar todo nos teus cachos

Mas não me chame de meu amor, pois o verbo é uma furada
Desliga logo o computador, vamos dar uma caminhada

Nanananananananada

Deixa disso de nanana, e vem logo me dar um beijo
O Sol já vai se retirar, é o meu último desejo

Agora sim... Nanananananana

Nanananada

¿Para qué voy a quejarme, si ya no me duele nada?
Brincé el carnaval bien lejos en una carretera.

Caminante o navegante, soy el error al revés.
No tengo pinta de salvador, y nunca fui un tonto.

Porque sé lo que es resistir, tener hambre y comer aire,
Ir a la playa para poder dormir, reírme desnudo en la madrugada.

Lo que quiero es divertirme, ahogarme en tus abrazos,
Correr de espaldas hasta caer, y enredarme en tus rizos.

Pero no me llames mi amor, porque el verbo es un lío,
Apaga ya la computadora, vamos a dar un paseo.

Nanananananananada.

Deja de lado el nanana, y ven pronto a darme un beso,
El sol ya se va a retirar, es mi último deseo.

Ahora sí... Nanananananana

Escrita por: Leandro Valle