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Día de Visita

Leão e Leopardo

Dia de Visita

Minha vida nesta cela é olhar pela janela, e esperar
No domingo lá vem ela caminhando sempre bela, me consolar
Traz noticia da cidade onde explica essa verdade, eu lhe perdi
Foi um crime sem motivos dois ou três aperitivos, eu estou aqui

Aqueles olhos verdes, me trouxeram pra cá
Mas alguma esperança, vai me libertar
Tinha tudo que sonhava a morena se guardava, só para mim
Tinha belos companheiros com defeitos pra terceiros, mas não pra mim
Todo sábado cerveja peixe frito na bandeja, e aipim
Depois banho e barba feita a gravata a mãe ajeita, e ela enfim

Na carteira de um qualquer eu vi a foto da mulher, minha paixão
Tinha data bem recente falava de um beijo ardente, perdi a razão
De repente uma cegueira com o ódio na peixeira, eu ataquei
Ninguém mais me segurava o ciúme comandava, e eu matei

De repente escuto um grito meu amor de olhar aflito, na multidão
Foi caindo de joelhos me gritou de olhos vermelhos: - "é meu irmão!"
Minha vida nesta cela é olhar pela janela, e esperar
A visita da esperança que nasceu com uma criança, me perdoar
Aqueles olhos verdes, me trouxeram pra cá
Mas aquela criança, vai me libertar

Día de Visita

Mi vida en esta celda es mirar por la ventana, y esperar
El domingo allí viene ella caminando siempre bella, consolarme
Trae noticias de la ciudad donde explica esta verdad, la perdí
Fue un crimen sin motivos, dos o tres aperitivos, estoy aquí

Esos ojos verdes, me trajeron aquí
Pero alguna esperanza, me liberará
Tenía todo lo que soñaba, la morena se guardaba, solo para mí
Tenía bellos compañeros con defectos para otros, pero no para mí
Cada sábado cerveza, pescado frito en la bandeja, y yuca
Luego baño y barba hecha, la corbata la madre arregla, y ella al fin

En la billetera de cualquier persona vi la foto de la mujer, mi pasión
Tenía una fecha muy reciente, hablaba de un beso ardiente, perdí la razón
De repente una ceguera, con el odio en el cuchillo, atacaba
Nadie más me detenía, los celos mandaban, y maté

De repente escucho un grito, mi amor con la mirada afligida, en la multitud
Cayendo de rodillas, me gritó con ojos rojos: - 'es mi hermano!'
Mi vida en esta celda es mirar por la ventana, y esperar
La visita de la esperanza que nació con un niño, perdonarme
Esos ojos verdes, me trajeron aquí
Pero ese niño, me liberará

Escrita por: Moacyr Franco