Não me chama de erro
Me chama de vontade
Eu não vim pra salvar ninguém
Eu vim pra ficar
Gosto do que arranha
Do que não promete
Do que beija torto
E some depois
Se é pra ser limpo
Eu não entro
Se é pra ser fácil
Eu não fico
Eu quero o quase
Quero o risco
Quero o gosto
Que não sai da boca
Não é romance
É insistência
Não é amor
É recorrência
Eu volto onde dói
Porque dói do jeito certo
Faço pacto com o caos
E finjo que é afeto
Não me cura
Me repete
Não me assume
Me deseja
Se isso é errado
Então combina comigo
Não é perdão
É inventário
Não é pra sempre
É necessário
Eu volto onde dói
Porque dói do jeito certo
Faço pacto com o caos
E finjo que é afeto
Não me cura
Me repete
Não me assume
Me deseja
Se isso é errado
Então combina comigo
Não é perdão
É inventário
Escrita por: Davi Oliveira, Carlos Yuri, Pedro Henrique, Lee Wook Tae, Luíz Phellipe