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Padres e Hijos

Leila Pinheiro

Pais e Filhos

Estátuas e cofres
E paredes pintadas
Ninguém sabe
O que aconteceu

Ela se jogou da janela
Do quinto andar
Nada é fácil de entender

Dorme agora
Uuummhum!
É só o vento
Lá fora

Quero colo!
Vou fugir de casa
Posso dormir aqui
Com vocês
Estou com medo
Tive um pesadelo
Só vou voltar
Depois das três

Meu filho vai ter
Nome de santo
Uummhum!
Quero o nome
Mais bonito

É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar
Pra pensar
Na verdade não há

Me diz, por que que o céu é azul
Explica a grande fúria do mundo
São meus filhos
Que tomam conta de mim

Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua
Não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar

Já morei em tanta casa
Que nem me lembro mais
Eu moro com os meus pais
Huhuhuhu!...ouh! ouh!

É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar
Pra pensar
Na verdade não há

Sou uma gota d'água
Sou um grão de areia
Você me diz que seus pais
Não entendem
Mas você não entende seus pais

Você culpa seus pais por tudo
Isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer?

Padres e Hijos

Estatuas y cofres
Y paredes pintadas
Nadie sabe
Lo que sucedió

Ella se lanzó por la ventana
Del quinto piso
Nada es fácil de entender

Duerme ahora
¡Uuummhum!
Es solo el viento
Afuera

¡Quiero mimos!
Voy a escapar de casa
Puedo dormir aquí
Con ustedes
Tengo miedo
Tuve una pesadilla
Solo volveré
Después de las tres

Mi hijo tendrá
Nombre de santo
¡Uummhum!
Quiero el nombre
Más bonito

Es necesario amar a las personas
Como si no hubiera mañana
Porque si te detienes
A pensar
En realidad no hay

Dime, ¿por qué el cielo es azul?
Explica la gran furia del mundo
Son mis hijos
Quienes cuidan de mí

Vivo con mi madre
Pero mi padre viene a visitarme
Vivo en la calle
No tengo a nadie
Vivo en cualquier lugar

He vivido en tantas casas
Que ni siquiera recuerdo
Vivo con mis padres
¡Huhuhuhu!... ¡ouh! ¡ouh!

Es necesario amar a las personas
Como si no hubiera mañana
Porque si te detienes
A pensar
En realidad no hay

Soy una gota de agua
Soy un grano de arena
Tú me dices que tus padres
No entienden
Pero tú no entiendes a tus padres

Culpas a tus padres por todo
Eso es absurdo
Son niños como tú
¿Qué serás
Cuando crezcas?

Escrita por: Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá / Renato Russo