395px

Basta de añoranza

Leila Pinheiro

Chega De Saudade

Vai minha tristeza e diz a ela que sem ela
Não pode ser, diz-lhe numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade a realidade
É que sem ela não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas se ela voltar, se ela voltar,
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca

Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser, milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com este negócio de você
Viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim.
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim.

Basta de añoranza

Vete mi tristeza y dile que sin ella
No puede ser, dile en una plegaria
Que regrese, porque ya no puedo seguir sufriendo
Basta de añoranza, la realidad
Es que sin ella no hay paz, no hay belleza
Solo hay tristeza y melancolía
Que no se va de mí, no se va de mí, no se va

Pero si ella regresa, si ella regresa,
Qué cosa hermosa, qué cosa loca
Pues hay menos pececitos nadando en el mar
Que los besitos que yo daré
En su boca

Dentro de mis brazos
Los abrazos serán, millones de abrazos
Apretados así, pegados así, callados así
Abrazos y besitos y cariños sin fin
Para acabar con este asunto de que tú
Vivas sin mí.
No quiero más este asunto de que estés lejos de mí.
Vamos a dejar de este asunto de que vivas sin mí.

Escrita por: Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moares