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El Desempleado

Léo Canhoto e Robertinho

O Desempregado

Moço, eu vim de longe tentar a sorte por aqui
Como não sou estudado não posso exigir
Moço, o que eu fazia não tem como conferir
Dentro desse escritório não mato pra carpir

Moço, com um pouquinho de paciência eu aprendo
Tenha clemência desse homem que está vendo
Que é honesto e só precisa trabalhar
Moço, há muito tempo que eu estou desempregado
Eu sei que ao deixar a roça fui errado
Mas o destino é que me trouxe para cá

Moço, eu nunca tive um registro em carteira
Trabalhei a vida inteira numa enxada meu senhor
Moço, não faço conta se o trabalho for pesado
Eu aceito de bom grado qualquer coisa seu doutor

Moço, dê uma chance a esse homem que lhe implora
Por favor me aceite não me mande embora
Minha família já não sabe o que comer
Moço, os meus cabelos brancos são de sofrimento
Eu tenho menos da idade que aparento
Esta cidade só me fez envelhecer

Moço, esse sorriso de desprezo eu não mereço
Mesmo assim lhe agradeço por poder me escutar
Moço, pelo seu modo de me olhar eu já vou indo
Vou continuar pedindo até alguém me ajudar

Moço, o senhor diz que a minha sina é ser mendigo
E jamais vou conseguir ter um abrigo
Ate duvida que alguém possa me empregar
Moço, doutor preste atenção nessas palavras que lhe digo
Jesus Cristo nosso pai e nobre amigo
Morreu pobre sem nunca reclamar

El Desempleado

Joven, vine de lejos a probar suerte por acá
Como no tengo estudios, no puedo exigir
Joven, lo que solía hacer no se puede verificar
Dentro de esta oficina, no mato para desmalezar

Joven, con un poco de paciencia aprendo
Ten compasión de este hombre que está viendo
Que es honesto y solo necesita trabajar
Joven, hace mucho tiempo que estoy desempleado
Sé que al dejar el campo me equivoqué
Pero el destino me trajo hasta acá

Joven, nunca tuve un registro en la libreta
Trabajé toda la vida con un azadón, mi señor
Joven, no me importa si el trabajo es pesado
Acepto de buena gana cualquier cosa, doctor

Joven, dale una oportunidad a este hombre que te suplica
Por favor, acéptame, no me despidas
Mi familia ya no sabe qué comer
Joven, mis cabellos blancos son de sufrimiento
Tengo menos años de los que aparento
Esta ciudad solo me ha hecho envejecer

Joven, no merezco esa sonrisa de desprecio
Aun así, te agradezco por escucharme
Joven, por la forma en que me miras, me voy
Seguiré pidiendo hasta que alguien me ayude

Joven, usted dice que mi destino es ser mendigo
Y que nunca podré tener un refugio
Incluso duda que alguien pueda emplearme
Joven, doctor, preste atención a estas palabras que le digo
Jesucristo, nuestro padre y noble amigo
Murió pobre sin quejarse nunca

Escrita por: Arthur Moreira / Sebastião Ferreira da Silva