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Margarita

Léo Fernes

Margarida

Em pleno século XXl
Eu não vejo independência
A vida quem decide sem se preocupar
Pra que ter liberdade se não posso usar

Sempre tem alguém que cuida de mim
Tenho minha casa mas não tenho uma sala de estar

Tento o que deveria ser
Impossibilidade, a fragilidade
Meu prato está feito mas quero trocar
Mato minha fome só bebendo água

Sempre tem alguém que cuida de mim
Peço socorro é o fim do mundo já que sou subordinada

Não tenho pressa de chegar
Eu sei que vou estar lá
To nem ai, quero que troque, me arrume
Deixa no jeito Margarida

Margarita

En pleno siglo XXI
No veo independencia
La vida decide sin preocuparse
¿Para qué tener libertad si no puedo usarla?

Siempre hay alguien que cuida de mí
Tengo mi casa pero no tengo una sala de estar

Intento lo que debería ser
Imposibilidad, fragilidad
Mi plato está servido pero quiero cambiarlo
Mato mi hambre solo bebiendo agua

Siempre hay alguien que cuida de mí
Pido ayuda, es el fin del mundo ya que soy subordinada

No tengo prisa por llegar
Sé que estaré allí
No me importa, quiero que cambies, me arregles
Déjalo listo, Margarita

Escrita por: Léo Fernes