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Pie, Polvo, Polvo, Tiempo

Léo Vieira (CE)

Pé, Pó, Poeira, Tempo

Eu andei estradas
Eu sou das estrelas
Fiz minha morada
Nos cachos do cabelo de uma deusa
Guardei na minha pele o fogo da tua boca na minha carne
Os amores que eu sentia eu cantei e o peito ardia e o peito ainda arde
Eu vim pelo mar
Eu namorei uma sereia
E vim descansar onde tudo começou

Pé, pó, poeira tempo sobre os homens
Pé, pó, poeira tempo sobre os ombros
Eu andei sobre os escombros desse mundo que era meu, hoje nem sei
Eu andei sobre os escombros do amor que eu te dei, hoje nem sei

Eu conheço a noite, a vereda escura, a rua
A amargura eu sei como é ser só
Uma voz que não se cansa não se cala
Dissimula não enjoa de cantar
Eu conheço o dia, a poesia, a calmaria
O vendaval, mundo girar

Eu conheço o gozo o recomeço
O lado avesso eu reconheço o caminhar
E a busca à própria busca de si mesmo
Do desejo, do tropeço, eu pago o preço de errar
Eu vim pelo mar
Eu namorei uma sereia
E vim descansar onde tudo começou

Pé, pó, poeira tempo sobre os homens
Pé, pó, poeira tempo sobre os ombros
Eu andei sobre os escombros desse mundo que era meu, hoje nem sei
Eu andei sobre os escombros do amor que eu te dei, hoje nem sei

Pie, Polvo, Polvo, Tiempo

Caminé por caminos
Soy de las estrellas
Hice mi morada
En los rizos del cabello de una diosa
Guardé en mi piel el fuego de tu boca en mi carne
Los amores que sentía canté y el pecho ardía y aún arde
Vine por el mar
Cortejé a una sirena
Y vine a descansar donde todo comenzó

Pie, polvo, polvo, tiempo sobre los hombres
Pie, polvo, polvo, tiempo sobre los hombros
Caminé sobre los escombros de este mundo que era mío, hoy ni siquiera sé
Caminé sobre los escombros del amor que te di, hoy ni siquiera sé

Conozco la noche, el sendero oscuro, la calle
La amargura, sé cómo es estar solo
Una voz que no se cansa, no se calla
Disimula, no se cansa de cantar
Conozco el día, la poesía, la calma
El vendaval, el mundo girar

Conozco el placer, el reinicio
El lado opuesto, reconozco el caminar
Y la búsqueda de la propia búsqueda de uno mismo
Del deseo, del tropiezo, pago el precio de errar
Vine por el mar
Cortejé a una sirena
Y vine a descansar donde todo comenzó

Pie, polvo, polvo, tiempo sobre los hombres
Pie, polvo, polvo, tiempo sobre los hombros
Caminé sobre los escombros de este mundo que era mío, hoy ni siquiera sé
Caminé sobre los escombros del amor que te di, hoy ni siquiera sé

Escrita por: Léo Vieira (CE)