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Soñé que las plantas hablaban

Leôncio e Leonel

Sonhei que as plantas falavam

Moda de Viola

Um dia de madrugada, dormindo estava sonhando
Sonhei que as plantas falavam, eu estava escutando
Um pé da café falou meu cartaz está aumentando
O café no estrangeiro é o Brasil que está mandando.

Respondeu um pé de milho eu já sou mais afamado
Tenho mais utilidade do que o café torrado
Todo o lavourista tem roça de milho plantado
Pra poder criar as aves, animal de sela e gado.

O pé de algodão falou minha fama não é pouca
Eu vou dar a resposta você todos calam a boca
Pra vestir o mundo inteiro do algodão se faz a roupa
Pra ensacar o café e o milho, precisa saco de estopa.

Disse o pé de feijão não é minha estimação
Eu sou mais que o café, o milho e o algodão
Sou eu que alimenta o povo na cidade e no sertão
Não existe um ser humano que não goste do feijão.

Resmungou o pé de cana a verdade eu explico
Eu que dou a pinga boa sem meu cartaz eu não fico
Feijão que alimenta o pobre hoje em dia é só pra rico
Enquanto não tem feijão todo mundo molha o bico.

Soñé que las plantas hablaban

Estilo de Viola

Una madrugada, mientras dormía, estaba soñando
Soñé que las plantas hablaban, las escuchaba atentamente
Un cafeto dijo que mi cartel está creciendo
El café en el extranjero lo envía Brasil.

Respondió un tallo de maíz, yo soy más famoso
Tengo más utilidad que el café tostado
Todos los agricultores tienen maíz plantado
Para criar aves, animales de carga y ganado.

El tallo de algodón dijo que mi fama no es poca
Voy a responder, todos ustedes se callan la boca
Para vestir al mundo entero, se hace ropa de algodón
Para ensacar café y maíz, se necesita saco de estopa.

Dijo el tallo de frijol, no soy una estima
Soy más que el café, el maíz y el algodón
Soy yo quien alimenta a la gente en la ciudad y en el campo
No hay ser humano que no le guste el frijol.

El tallo de caña murmuró, voy a explicar la verdad
Yo doy el buen aguardiente, no me quedo sin mi cartel
El frijol que alimenta al pobre hoy en día es solo para los ricos
Mientras no haya frijoles, todos se quedan con sed.

Escrita por: Roque Jose Almeida