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Piedras Literarias

libélula em verso

Pedras Literárias

O manuseio do barro
As palavras em livros
Paredes móveis
E seu acúmulo de pó

Pedras são pedras
Na decomposição
Areia
Um grão de areia a voar

Em escrituras que escapam
E passam no pensamento
Infinito

E abre em janelas
Abre em outras telas
Livros
Leves soltos

Arquiteturas de redes instáveis
Paredes móveis
Lápides em sepulturas
Pixos em muros
Propagandas, embalagens, outdoors
Recados de guardanapos

Por trás de longas placas
Pequenas vidas criam repentes
Novas palavras para novos movimentos
Outras gírias pelo esquecimento

O tempo
Sentindo o verbo passar

Pedras são pedras
Na decomposição
Areia
Um grão de areia a voar

Piedras Literarias

El manejo del barro
Las palabras en libros
Paredes móviles
Y su acumulación de polvo

Piedras son piedras
En la descomposición
Arena
Un grano de arena volando

En escrituras que escapan
Y pasan por el pensamiento
Infinito

Y se abren en ventanas
Se abren en otras pantallas
Libros
Ligeros sueltos

Arquitecturas de redes inestables
Paredes móviles
Lápidas en sepulcros
Grafitis en muros
Publicidades, envases, carteles
Mensajes en servilletas

Detrás de largas placas
Pequeñas vidas crean repentinas
Nuevas palabras para nuevos movimientos
Otras jergas por el olvido

El tiempo
Sintiendo el verbo pasar

Piedras son piedras
En la descomposición
Arena
Un grano de arena volando

Escrita por: Beli Bertalha, Juliana Gatto