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Camino Recto

Lílian Nunes

Caminho Reto

CAMINHO RETO (Magno Mello)

Nada mais perto que o caminho reto
Eu não vejo a hora de chegar
Nada mais perto que o caminho reto
Se é que se chega a algum lugar

Nada mais perto que o caminho reto
Mas é preciso dar a volta no quarteirão
Nada mais perto que o caminho quero
Daí nada é mais perto que o Japão

E eu quero ver a nave balançar
Nas águas do rei pescador o sujeito tem que se segurar
Levanta as velas da minha embarcação
A vida é breve, a história se escreve como o giro do pião

Quero um rock popular brasileiro
Sapeca o drive no meu tamborim
Eu não corro atrás do dinheiro
O dinheiro é que corre atrás de mim

Eu não me esqueço de quanto paguei o preço
de chegar ao endereço antes do tempo me aprumar
Pois eu lhe digo um dia briguei comigo
pareceu crime e castigo e eu corri pra me acertar

Me derrubei com três porradas, quatro tiros de espingarda, uma facada e foi então assim que eu vi
Que o percurso da subida tem dois metros de ferida
e pra descer tem que suar pra não cair

Camino Recto

CAMINHO RETO (Magno Mello)

Nada más cercano que el camino recto
No veo la hora de llegar
Nada más cercano que el camino recto
Si es que se llega a algún lugar

Nada más cercano que el camino recto
Pero hay que dar la vuelta a la manzana
Nada más cercano que el camino que quiero
Y luego nada está más cerca que Japón

Y quiero ver la nave balancearse
En las aguas del rey pescador, el sujeto tiene que agarrarse
Levanta las velas de mi embarcación
La vida es breve, la historia se escribe como el giro del trompo

Quiero un rock popular brasileño
Haz sonar el drive en mi tamboril
No persigo el dinero
El dinero es el que me persigue a mí

No olvido cuánto pagué el precio
De llegar a la dirección antes de tiempo para acomodarme
Porque un día peleé conmigo mismo
Pareció un crimen y castigo y corrí para arreglarlo

Me derribé con tres golpes, cuatro disparos de escopeta, una puñalada y fue entonces cuando vi
Que el camino de subida tiene dos metros de herida
Y para bajar hay que sudar para no caer

Escrita por: Magno Mello