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Fragmento Yo

Linda Nogueira

Fragmento Eu

Não é sobre o que meus olhos veem
É sobre o que há de paisagem
É sobre o que há de paisagem

Não é sobre o que minhas mãos alcançam
É sobre o que sobra de tato
É sobre o que sobra de tato

Eu, um fragmento
Eu, um fragmento
Eu, um fragmento
Eu

Não é sobre o cheiro que invade
É sobre a memória do olfato
É sobre a memória do olfato

Não é sobre o que a boca cala
É sobre a escuta que o silêncio impõe
É sobre a escuta que o silêncio impõe

Eu, um fragmento
Eu, um fragmento
Eu, um fragmento
Eu

Não é sobre o gosto do que fui
É sobre o sumo do que sobra
É sobre o sumo do que sobra

Eu, um fragmento
Eu, um fragmento
Eu, um fragmento
Eu

Eu, um fragmento
Eu, um fragmento
Eu, um fragmento
Eu

Fragmento Yo

No se trata de lo que ven mis ojos
Es sobre lo que hay de paisaje
Es sobre lo que hay de paisaje

No se trata de lo que alcanzan mis manos
Es sobre lo que queda de tacto
Es sobre lo que queda de tacto

Yo, un fragmento
Yo, un fragmento
Yo, un fragmento
Yo

No se trata del olor que invade
Es sobre la memoria del olfato
Es sobre la memoria del olfato

No se trata de lo que la boca calla
Es sobre la escucha que impone el silencio
Es sobre la escucha que impone el silencio

Yo, un fragmento
Yo, un fragmento
Yo, un fragmento
Yo

No se trata del sabor de lo que fui
Es sobre el jugo de lo que queda
Es sobre el jugo de lo que queda

Yo, un fragmento
Yo, un fragmento
Yo, un fragmento
Yo

Yo, un fragmento
Yo, un fragmento
Yo, un fragmento
Yo

Escrita por: Linda Nogueira