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Último Adiós

Lindomar Rezende e João Batista

Último Adeus

Vem a aurora raiando distante
Vou embora daqui soluçando
Teu amor para outro pertence
Não convém eu ficar te esperando

Se teus lábios ingrato eu pudesse
Mataria os desejos meus
Nesta valsa sentida que eu canto
Diria baixinho meu último adeus

Adeus, talvez não te vejo mais
Se ouvir dentro da noite os meus ais
Não procures saber por que choro
E depois se souber que eu morri
Não lastime que a morte é um alívio
Que a vida é tão triste ausente de ti

Vi de branco com outro a seu lado
Quando a escada da igreja descia
Era a noiva mais linda da tarde
E eu era o que mais padecia

Com seu véu e a grinalda em flores
Aumentava os encantos teus
Vendo o povo lhe dar parabéns
Compreendi que era aquele meu último adeus

Adeus, adeus

Último Adiós

Viene la aurora asomando a lo lejos
Me voy de aquí sollozando
Tu amor pertenece a otro
No conviene que me quede esperándote

Si pudiera matar tus labios ingratos
Mataría mis deseos
En este vals sentido que canto
Diría en voz baja mi último adiós

Adiós, tal vez no te vea más
Si escuchas en la noche mis lamentos
No intentes saber por qué lloro
Y luego, si te enteras de que morí
No lamentes que la muerte sea un alivio
Que la vida es tan triste sin ti

Te vi de blanco con otro a tu lado
Cuando bajabas las escaleras de la iglesia
Eras la novia más hermosa de la tarde
Y yo era quien más sufría

Con tu velo y la corona de flores
Aumentabas tus encantos
Viendo a la gente felicitarte
Comprendí que era ese mi último adiós

Adiós, adiós

Escrita por: Fernandes / Jose Fortuna