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Papel para Pan

Lívia Mendes

Papel de Pão

O que a tua boca calou
Meus olhos sempre pensam gritar
E tudo o que já foi dito então
Tá na gaveta da minha sala

E aquela banda que a gente ouviu
O rádio chora junto comigo
Todas as vezes que ela toca no meu carro
Quase eu bato

E todas as cartas de uma linha ou três
Jogadas no chão, escritas em papel de pão

E todas as tuas cartas de uma linha ou três
Jogadas no chão, escritas em papel de pão
E todos os teus beijos de insensatez
Jogados no chão, sem volta ou contra mão

Papel para Pan

Lo que tu boca cerrada
Mis ojos siempre piensan gritar
Y todo lo que ya se ha dicho entonces
Está en el cajón de mi oficina

Y esa banda que oímos
La radio llora conmigo
Cada vez que toca mi coche
Casi golpeo

Y todas las cartas en una fila o tres
Tirado en el suelo, escrito en papel de pan

Y todas tus cartas de una línea o tres
Tirado en el suelo, escrito en papel de pan
Y todos tus besos de tontería
Lanzado al suelo, sin espalda o contra la mano

Escrita por: Livia Mendes