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Arquitectura

Livía e Os Piá de Prédio

Arquitetura

Essa cidade foi projetada pra me lembrar você
Até a sua rua de petit-pavés
Essa cidade foi propagandeada com seus segredos e truques
Assim como a sua avó prepara cuques
Essa cidade foi imigrada e você sabe que sim
A fachada da sua casa tem um lambrequim

Pra chegar onde você está
Eu desço a Silva Jardim inteira
Até isso me lembra nós dois
O tempo não pára de não parar
E a vida passa tão ligeira
Não dá pra pensar no depois
Pois você veja que situação
O Silva Jardim achava que tinha tempo
Mas caiu dentro de um vulcão

Essa cidade foi arborizada só pra ficar mais cara
E no seu quintal tem uma araucária
Essa cidade foi feita fechada não bate papo com turista
E você não me dá oi e diz que é problema de vista
Essa cidade vai ser embargada por agora e por todo além
Nas suas veias corre o rio Belém

Você está em toda arquitetura
Rápido como um expresso
Se achando esperto você me deixou
Não adianta eu me mudar pra outra rua
Seu olhar é um sinaleiro aberto
Está em todo lugar que eu vou
Ao inverno eu me acostumei
E eu não vou chorar
Pelo leite quente que eu derramei

Essa cidade vai ser embargada
Por agora e por todo além
Nas suas veias corre o rio Belém

Arquitectura

Esta ciudad fue diseñada para recordarte
Incluso tu calle empedrada
Esta ciudad fue publicitada con tus secretos y trucos
Así como tu abuela prepara pasteles
Esta ciudad fue inmigrada y tú lo sabes
La fachada de tu casa tiene un adorno

Para llegar a donde estás
Bajo toda la calle Silva Jardim
Hasta eso me recuerda a los dos
El tiempo no deja de no detenerse
Y la vida pasa tan rápido
No se puede pensar en el después
Pues fíjate en qué situación
Silva Jardim pensaba que tenía tiempo
Pero cayó en un volcán

Esta ciudad fue arbolada solo para ser más costosa
Y en tu jardín hay una araucaria
Esta ciudad fue construida cerrada, no charla con turistas
Y tú no me saludas y dices que es problema de vista
Esta ciudad será embargada ahora y en el futuro
En tus venas corre el río Belém

Estás en toda la arquitectura
Rápido como un expreso
Creíste ser astuto al dejarme
No sirve de nada mudarme a otra calle
Tu mirada es un semáforo en verde
Estás en todos lados a donde voy
Me acostumbré al invierno
Y no voy a llorar
Por la leche caliente que derramé

Esta ciudad será embargada
Ahora y en el futuro
En tus venas corre el río Belém

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