Memórias Péssimas de um Lix Brás
Sinto como se estivesse amarrado
Dentro de um saco de lixo
Em uma esquina qualquer dessa cidade
Ouço as pessoas e os carros passando
Murmúrios num peito aflito
Estou sufocado no meu próprio mundo
Não quero sair
Não quero ficar
Não vejo sentido
Só posso sonhar
É sempre a estranheza
Não entender
Memórias Péssimas de um Lix Brás
Reciclo lembranças
Procuro bitucas
Baú sem tesouro escondido
Num sonho, garotas-cigarro roendo o meu osso
(Prazer esfumaçado no ar)
Traça sem sebo
Maluco sem estrada
Um gato sem areia na caixa
Um poste velho que mija no pobre cachorro
Não quero sair
Não quero ficar
Não vejo sentido
Só posso sonhar
É sempre a estranheza
Não entender
Memórias Péssimas de um Lix Brás
Memorias Pésimas de un Lix Brás
Siento como si estuviera atado
Dentro de una bolsa de basura
En cualquier esquina de esta ciudad
Escucho a la gente y los carros pasar
Murmullos en un pecho afligido
Estoy sofocado en mi propio mundo
No quiero salir
No quiero quedarme
No veo sentido
Solo puedo soñar
Siempre es la extrañeza
No entender
Memorias Pésimas de un Lix Brás
Reciclo recuerdos
Busco colillas
Baúl sin tesoro escondido
En un sueño, chicas-cigarro royendo mi hueso
(Placer ahumado en el aire)
Polilla sin grasa
Loco sin camino
Un gato sin arena en la caja
Un poste viejo que orina al pobre perro
No quiero salir
No quiero quedarme
No veo sentido
Solo puedo soñar
Siempre es la extrañeza
No entender
Memorias Pésimas de un Lix Brás
Escrita por: Felipe Oliveira