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Window Landscape

Lô Borges

Paisagem Da Janela

Da janela lateral
Do quarto de dormir
Vejo uma igreja, um sinal de glória
Vejo um muro branco e um voo pássaro
Vejo uma grade, um velho sinal

Mensageiro natural
De coisas naturais
Quando eu falava dessas cores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava desse temporal
Você não escutou

Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar
E eu apenas era

Cavaleiro marginal
Lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios
Cavaleiro e senhor de casa e árvores
Sem querer descanso nem dominical

Cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Conheci as torres e os cemitérios
Conheci os homens e os seus velórios
Quando olhava da janela lateral
Do quarto de dormir

Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal

Um cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Você não quer acreditar

Window Landscape

From the side window of the bedroom
I see a church, a sign of glory
I see a white wall and a bird in flight
I see a fence, an old sign

Natural messenger of natural things
When I spoke of these morbid colors
When I spoke of these sordid men
When I spoke of this storm
You didn't listen

You don't want to believe
But that's so normal
You don't want to believe
I just was

Marginal knight bathed in the stream
Black knight who lived mysteries
Knight and lord of house and trees
Without wanting rest or a Sunday

Marginal knight, bathed in the stream
I knew the towers and the cemeteries
I knew the men and their wakes
When I looked from the side window

Of the bedroom
You don't want to believe
But that's so normal
You don't want to believe
But that's so normal

A marginal knight, bathed in the stream
You don't want to believe

Escrita por: Fernando Brant / Lô Borges