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Revancha

Lobão

Revanche

Eu sei que já faz muito tempo que a gente volta aos princípios
Tentando acertar o passo usando mil artifícios
Mas sempre alguém tenta um salto, e a gente é que paga por isso, oh!
Fugimos prás grandes cidades, bichos do mato em busca do mito
De uma nova sociedade, escravos de um novo rito
Mas se tudo deu errado, quem é que vai pagar por isso?
Quem é que vai pagar por isso? Quem é que vai pagar por isso?
Quem é que vai pagar por isso?

Eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais revanche
Eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais ...

A favela é a nova senzala, correntes da velha tribo
E a sala é a nova cela, prisioneiros nas grades do vídeo
E se o sol ainda nasce quadrado, e a gente ainda paga por isso
E a gente ainda paga por isso, e a gente ainda paga por isso
E a gente ainda paga por isso

Eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais revanche
Eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais ...

O café, um cigarro, um trago, tudo isso não é vício
São companheiros da solidão, mas isso só foi no início
Hoje em dia somos todos escravos, e quem é que vai pagar por isso
Quem é que vai pagar por isso? Quem é que vai pagar por isso?
Quem é que vai pagar por isso?

Eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais revanche

Revancha

Ya sé que ha pasado mucho tiempo
que volvemos a los principios
Intentando dar en el paso
usando mil artimañas
Pero siempre alguien intenta un salto, y nosotros somos los que pagamos por eso, ¡oh!
Escapamos a las grandes ciudades, animales del monte en busca del mito
De una nueva sociedad, esclavos de un nuevo rito
Pero si todo salió mal, ¿quién va a pagar por eso?
¿Quién va a pagar por eso? ¿Quién va a pagar por eso? ¿Quién va a pagar por eso?

Ya no quiero más oportunidades, no quiero más revancha
Ya no quiero más oportunidades, no quiero más...

La favela es la nueva senzala, cadenas de la vieja tribu
Y la sala es la nueva celda, prisioneros en las rejas del video
Y si el sol todavía sale cuadrado, y nosotros todavía pagamos por eso
Y nosotros todavía pagamos por eso, y nosotros todavía pagamos por eso
Y nosotros todavía pagamos por eso

Ya no quiero más oportunidades, no quiero más revancha
Ya no quiero más oportunidades, no quiero más...

El café, un cigarrillo, un trago, todo eso no es vicio
Son compañeros de la soledad, pero eso solo fue al principio
Hoy en día todos somos esclavos, ¿y quién va a pagar por eso?
¿Quién va a pagar por eso? ¿Quién va a pagar por eso? ¿Quién va a pagar por eso?

Ya no quiero más oportunidades, no quiero más revancha

Escrita por: Bernardo Vilhena / Lobão