Não Há
Não há, não há, não há
Minha fala inteira na contradição
Música de feira da beira da estação
Queira ou não queira a compreensão
Ávida maneira, vôo da razão
Vá dizer, vá dizer
Que já não sentes nada
Vá dizer, vá dizer
Que nunca sentes nada
Não admita a intenção não revelada
Não acredite se vier a conhecer
O que não há, não é, não há
Se nunca pode vir a ser
Serei cortante como a lâmina da língua
Eu vivo à míngua do meu próprio ser
E vá crescer
Que eu sempre serei criança
Vá dizer, vá dizer
Que já não sentes nada
Vá dizer, vá dizer
Que nunca sentes nada
No hay
No hay, no hay, no hay
Mi discurso completo en contradicción
Música de feria en la orilla de la estación
Quieras o no quieras la comprensión
Ávida manera, vuelo de la razón
Ve a decir, ve a decir
Que ya no sientes nada
Ve a decir, ve a decir
Que nunca sientes nada
No admitas la intención no revelada
No creas si llegas a conocer
Lo que no hay, no es, no hay
Si nunca puede llegar a ser
Seré cortante como la hoja de la lengua
Vivo escaso de mi propio ser
Y seguiré creciendo
Que siempre seré niño
Ve a decir, ve a decir
Que ya no sientes nada
Ve a decir, ve a decir
Que nunca sientes nada
Escrita por: Diogo Soares / João Eduardo / Jorge Anzol / Márcio Magrão