Tudo Ao Contrário
Mais uma tarde
Outra manhã
E algumas noites
Não passam
Falta ao relógio
Preocupação
Mais algarismos humanos
Tudo acima do chão
Flutuando sem paz
A visão vem do que sentes
Nado noutra direção
Às vezes, sempre
Sim, mais caminho que corrente
Ri da solidão, seu agasalho
Pronuncia um grito falho então
Descoberto, quase não se importa
Quando sai não bate a porta
Esperando ocasião
Tudo ao contrário então
Tudo ao contrário então
Tudo à vontade então
Tudo à vontade então
Faz da denúncia a confissão
Pode não ser
Quem sabe, não
Que sabe um dia será
Será, talvez
Acho que não
Quem sabe um dia assim será...
Tudo ao contrário, então
Tudo à vontade, então
Todo al Revés
Otra tarde más
Otra mañana
Y algunas noches
No pasan
El reloj falta
Preocupación
Más números humanos
Todo sobre el suelo
Flotando sin paz
La visión viene de lo que sientes
Nado en otra dirección
A veces, siempre
Sí, más camino que corriente
Se ríe de la soledad, su abrigo
Pronuncia un grito débil entonces
Descubierto, casi no le importa
Cuando sale no cierra la puerta
Esperando ocasión
Todo al revés entonces
Todo al revés entonces
Todo a gusto entonces
Todo a gusto entonces
Hace de la denuncia la confesión
Puede que no sea
Quién sabe, no
Que algún día será
Será, quizás
Creo que no
Quién sabe algún día así será...
Todo al revés, entonces
Todo a gusto, entonces
Escrita por: Diogo Soares / João Eduardo / Jorge Anzol / Márcio Magrão