395px

Nostalgia de Minas Gerais

Lourenço e Lourival

Saudade de Minas Gerais

Aqui na cidade eu vivo sonhando
Que estou voltando pra Minas Gerais
Meu berço Natal, meu pedaço de céu
Estampa fiel dos meus madrigais

Deixei minha terra buscando aventuras
Pintando esculturas dos meus ideais
Plantei esperança e colhi a saudade
Que sem piedade machuca demais

Me lembro e sinto o cheiro das flores
E as multicores borboletas voando
No amanhecer pinguinhos de orvalho
Que formam rosário no mato brilhando

Também no terreiro um casal de rolinhas
Que pousa e caminha na areia ciscando
E o ribeirão de águas cristalinas
É a grande cortina do dia fechando

Me lembro da noite e do céu estrelado
Do canto alternado do galo marcante
A Lua banhando bem lá no riacho
Refletindo o facho de luz cintilante

Na escuridão muitos vaga-lumes
Piscando seu lume era fascinante
O cantar da coruja e do urutau
Na mente é real desse pobre errante

Estou decidido, aqui não vou ficar
Hoje vou voltar para o meu sertão
Quero de novo viver da essência
Longe da existência da poluição

Quero contemplar novamente as belezas
Da mãe natureza e sua criação
Eu vou ser feliz onde mora meus pais
É de Minas Gerais esse meu coração

Nostalgia de Minas Gerais

Aquí en la ciudad vivo soñando
Que estoy regresando a Minas Gerais
Mi cuna natal, mi pedazo de cielo
Fiel estampa de mis madrigales

Dejé mi tierra en busca de aventuras
Pintando esculturas de mis ideales
Sembré esperanza y coseché la nostalgia
Que sin piedad duele demasiado

Recuerdo y siento el olor de las flores
Y las mariposas multicolores volando
En el amanecer gotitas de rocío
Que forman un rosario en el brillante matorral

También en el patio una pareja de tortolitos
Que se posan y caminan picoteando la arena
Y el arroyo de aguas cristalinas
Es la gran cortina que cierra el día

Recuerdo la noche y el cielo estrellado
El canto alternado del gallo marcando
La Luna bañando allá en el arroyo
Reflejando el haz de luz centelleante

En la oscuridad muchos luciérnagas
Destellando su luz era fascinante
El cantar del búho y del urutau
En la mente es real para este pobre errante

Estoy decidido, aquí no me quedaré
Hoy regresaré a mi tierra natal
Quiero vivir de nuevo de la esencia
Lejos de la existencia de la contaminación

Quiero contemplar de nuevo las bellezas
De la madre naturaleza y su creación
Seré feliz donde viven mis padres
Mi corazón es de Minas Gerais

Escrita por: João Miranda