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Poetas

Lu Toledo

Poetas

Poetas sentem demais
Acolhem, recolhem cacos, destroços
Ruínas mortais
Em estranhos lugares
Buscando nos mares
Sonhando luares em disfarces fatais
Poetas sentem demais
As dores do mundo, dos homens, dos animais
Das flores, de tudo, de todos astrais
Humanos, insanos e marginais
Poetas sentem demais
Transformam seu fardo de falhas
fracassos
Invólucro louco, alquimias reais
São heróis rotulados
Querubins, são Quixotes
Amantes errantes e desiguais
Poetas sentem demais

Poetas

Poetas sienten demasiado
Acogen, recogen fragmentos, escombros
Ruinas mortales
En lugares extraños
Buscando en los mares
Soñando enclaves en disfraces fatales
Poetas sienten demasiado
Las penas del mundo, de los hombres, de los animales
De las flores, de todo, de todos los astros
Humanos, insanos y marginales
Poetas sienten demasiado
Transforman su carga de fallas, fracasos
Envoltura loca, alquimias reales
Son héroes etiquetados
Querubines, son Quijotes
Amantes errantes y desiguales
Poetas sienten demasiado

Escrita por: Lu Toledo