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Sin Tinta Para Tanto Papel

Lucas César

Sem Tinta Pra Tanto Papel

Fiz tanto, mas fiz pouco
Ambição desnecessária
Toalha mortuária
Já não vale pra aquecer

O medo me tomou
Não de me declarar
Mas de abraçar
Mudar as possibilidades

Como quando abro a boca esperando
Ou me encho de esperança inócua
Campainha que nunca toca
Mensagens sem responder

Acordei para escrever um poema
Mas não vi caneta no criado mudo
Voltei ao sono, conformado com o problema
Foi-se mais um poema
Que deixou de ver o mundo

Como quando abro a boca esperando
Ou me encho de esperança inócua
Campainha que nunca toca
Mensagens sem responder

Acordei para escrever um poema
Mas não vi caneta no criado mudo
Voltei ao sono, conformado com o problema
Foi-se mais um poema
Que deixou de ver o mundo

Sin Tinta Para Tanto Papel

Hice tanto, pero hice poco
Ambición innecesaria
Sábana mortuoria
Ya no sirve para calentar

El miedo me invadió
No de declararme
Sino de abrazar
Cambiar las posibilidades

Como cuando abro la boca esperando
O me lleno de esperanzas vanas
Timbre que nunca suena
Mensajes sin responder

Desperté para escribir un poema
Pero no vi pluma en la mesita de noche
Volvió al sueño, resignado con el problema
Se fue otro poema
Que dejó de ver el mundo

Como cuando abro la boca esperando
O me lleno de esperanzas vanas
Timbre que nunca suena
Mensajes sin responder

Desperté para escribir un poema
Pero no vi pluma en la mesita de noche
Volvió al sueño, resignado con el problema
Se fue otro poema
Que dejó de ver el mundo

Escrita por: Lucas César Ramos