Despedida
Vi na varanda da antiga casa
Os meus discos espalhados pelo chão
Como quem não já não queria mais nada
Fiz as malas e larguei de mão
Me lembro bem que foi de madrugada
Nossos cabelos se enlinhando as mãos
E os amores acabando em nada
Peguei minhas coisas e parti então
Mas como deixar ir
Se tudo está aqui
Dentro
Me deixo prosseguir
Abraço o fluir
Vou me despedindo
Desses pedaços meus
Enquanto caminho
Dasacelero pra ver
Resconstruindo
O meu céu florescer
Redescobrindo
Os universos que percebo em mim
Despedida
Vi en el balcón de la antigua casa
Mis discos esparcidos por el suelo
Como si ya no quisiera nada más
Hice las maletas y lo dejé todo
Recuerdo bien que fue de madrugada
Nuestros cabellos entrelazando las manos
Y los amores acabando en nada
Tomé mis cosas y me fui entonces
Pero ¿cómo dejarlo ir?
Si todo está aquí
Dentro
Me dejo seguir
Abrazo el fluir
Me despido
De estos pedazos míos
Mientras camino
Desacelero para ver
Reconstruyendo
Mi cielo florecer
Redescubriendo
Los universos que percibo en mí
Escrita por: LUCAS CUPERTINO / victor hugo almeida